domingo, 3 de março de 2013
Amparar-se.
Um abraço, que com as mãos desses braços, acariciasse de leve minha face a fim de limpar minhas lágrimas - mas não com a intenção de fazê-las cessar.
Deixar escorrer as lágrimas de tantos sabores, amores e dores.
Queria um amparo onde não importasse o motivo do choro nem do lamento: acontecimentos diários ou momentos de bipolaridade, não interessa.
Esse abraço, talvez - não me iludo mais - seja o meu próprio.
domingo, 4 de março de 2012
Esses raios de sol fazem arder meus olhos lacrimejados.
Muito traçoeiras essas palavras, na verdade, essas ideias, esses sentimentos; eram eles há um segundo me causando revoltas, crises, tristezas, sofrimentos, amor, choro, escrevendo textos e melancólicas poesias, e agora, onde estão? Fugiram.
Assim, com o silêncio na mente, sem esses sentimentos, pensamentos, ideias, palavras, irrito-me. Parece que me sinto ainda mais sozinha. Mas... Oh, os passarinhos cantam; por que devo me irritar se essess fujões só me traziam angustias?
Os passarinhos cantam...
Eles voam felizes e sortudos no céu que hoje está tão... céu.
terça-feira, 1 de junho de 2010
Dois rascunhos inacabados
"Hoje não estava em meus planos te encontrar. Pelo menos, não fisicamente. Já que da minha cabeça você permanecia incansavelmente. É tão confuso que me perguntar o porquê desse sentimento já não faz mais sentido. Cansa perguntar e nunca saber a resposta. E ver as dúvidas aumentarem e as respostas continuarem ainda mais ocultas. Não entendo. Simplesmente não entendo! Ver-te... Era só, exclusivamente só, o que eu desejava! Olhar você, te ver de longe, apreciar seu simples sorriso, seu olhar, seus traços... Conhecer-te melhor, te avistar. Como mágica meu desejo se fez. Endoidecida senti meu rosto formigar um beijo seu, meu corpo necessitar do teu abraço, minha temperatura subir por não poder te tocar. Toda a multidão já não importava, só existia você ali; tão perto e tão longe. Ter-te ao meu lado era o que queria agora, mas calada e paralisada fiquei, só a te admirar."
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"O pássaro que cantava quando saí de casa esqueceu-se de me avisar que te encontraria. O vento frio e as nuvens escondendo os pequenos raios de sol também não souberam me alertar. Se tivessem me dito, só iam adiantar a felicidade e amenizar a loucura da surpresa. Como se adivinhasse meus pensamentos, feliz e linda tu estavas lá. Estava ali, alimentando meu olhar insaciável, acelerando meu coração como algo fora do comum. E eu, boba, te admirando e fugindo de seus olhos para que não suspeitasses de minha insanidade."