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sexta-feira, 8 de março de 2013

Meu livro preferido.

Tu és um livro de belas poesias. Cada dia que te vejo, ouço, toco, é como uma nova página com um novo e excitante poema se escrevendo através de todos teus gestos e de todo o teu ser.
Leio-te - também, e muito, em braile - incansável e diariamente. Tuas poesias ficam cada vez mais lindas.
Quando chego a ler-te tão intensamente que já me vejo mergulhada nesse livro que és, ah, quando isso acontece não há coisa no mundo que explique o sentimento delicioso de amor e gozo.
E como leio e me delicio todos os dias assim, torna-se meu total objetivo de vida a leitura infindável de ti.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Meus lábios secam sem os teus
É insuportável esse deserto
Só quando junto minha boca na tua,
Meu corpo no teu corpo,
Minha carne na tua carne,
Minha pele na tua pele
É que consigo matar essa sede e seca

Pra sempre quero inundar-me em ti
Afogar-me nos teus beijos, nos teus sussurros,
Nas tuas palavras,
No teu mar de carícias e amor sem fim

Pra sempre quero refugiar-me em teus abraços e ouvir-te me chamando de teu passarinho

domingo, 9 de dezembro de 2012

Tu

Pulsante, desesperada e irresponsável, me entrego. Não sei o que estás fazendo, nem pra onde estou indo, mas vou. Levada por esse frêmito, essa coisa inexistente e não palpável. Por ser assim, também bela.




Faz-se sem sentido tudo que há ao redor. Todas as motivações, vontades, quereres, são nulos sem tu aqui. Essa inexistência de vida, esse sufoco no peito, essa dependência, todas essas desagradáveis do amor estão me destruindo. E me fazendo viver.

(26/11/12)

domingo, 4 de março de 2012

Esses raios de sol fazem arder meus olhos lacrimejados.

Irrito-me com a facilidade em que as palavras saem da minha mente. Elas dançam, cantam, fazem-me chorar e quando busco o papel e a caneta para não as perder, elas fogem.
Muito traçoeiras essas palavras, na verdade, essas ideias, esses sentimentos; eram eles há um segundo me causando revoltas, crises, tristezas, sofrimentos, amor, choro, escrevendo textos e melancólicas poesias, e agora, onde estão? Fugiram.
Assim, com o silêncio na mente, sem esses sentimentos, pensamentos, ideias, palavras, irrito-me. Parece que me sinto ainda mais sozinha. Mas... Oh, os passarinhos cantam; por que devo me irritar se essess fujões só me traziam angustias?

Os passarinhos cantam...
Eles voam felizes e sortudos no céu que hoje está tão... céu.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

O reflexo da lua numa noite escura.

Escuto tua voz em meu ouvido na cama,
sinto teu corpo nu e tépido entrelaçado no meu em uma manhã fria e chuvosa.
Eu ouço teus passos pela casa, vejo você pelas ruas, te escuto a me chamar.
Deliro.

Te enxergo nas músicas, nas poesias, nos meus objetos...
Sinto o teu perfume dentro de um livro.

Tu estás aqui: dentro-dentro de mim, no meu coração, no meu cérebro
Na minha alma.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

O ritmo dos pingos ao cair no chão...

Descobri o que já sabia: que morro de amores pela Chuva.
Amo contemplá-la desde seus pingos mínimos e finos, como se fosse um carinho gelado sobre a pele, até a sua velocidade mais agressiva, como se estivesse jogando fora algo que há muito tempo estava guardado.
Sem falar nessa melodia, nessa sua música que mesmo sem letra descreve a mais pura melancolia e a mais simples beleza.
E como é bela, a Chuva. O jeito como cai tão leve, delicada, solta. Mostrando todo seu charme; todo o seu encanto ao cair e tocar a sua música única.

Depois de cantar, gritar e despejar tudo o que estava preso, ela se acalma lentamente.
Continua a chover num ritmo mais calmo, quase como voltando ao início - ao carinho gelado.
Aí ela toca a sua música, agora mais gostosa, em que os pingos gelados parecem até dançar e deixarem-se seduzir pelo vento...

"Olho para a chuva que não quer cessar
Nela vejo o meu amor"

terça-feira, 19 de julho de 2011

Desvarios

Não sei os motivos por qual não se consegue dormir.
Suponho ser loucura, total insanidade. Sinto-me tão insana! Não consigo dizer o por que desses meus atos.
Aí fico aqui, contemplando as pequenas coisas da casa tão morta, tão quieta. Tão escura nessa mais-uma-madrugada.

O barulho inquieto do relógio da cozinha.
Os estralos da geladeira.
O alarme; toc.toc.toc. ...
A parede gelada congelando minhas costas.
O piso frio.
O inseto que achou luz na tela do computador e pousa tão indefeso que o mato só com o encostar do dedo.

É tudo tão vazio e solitário.

Minha mente voa. Voa por tantos pensamentos... Uns que já nem sequer fazem sentido.
O que me conforta é que no fim, minha mente sempre pousa em você. Nem sei se na verdade ela estavam pensando em algo que não fosse você. A verdade é que quando fico lúcida e realmente olho para esses pensamentos você está lá. Sempre está. E isso, ah, como é bom.

...

terça-feira, 5 de julho de 2011

E o mundo, fora nós, se resume a tédio e pó

Cativa-me cada vez mais com esse teu jeito em teus tantos gestos.
Adoro quando me faz arrepiar sem nem mesmo perceber
E quando me perco no teu sorriso
No teu riso
No som da tua tão linda voz
No movimento dos teus lábios...
Adoro me perder na beleza dos mais íntimos e desapercebidos detalhes teus.