sexta-feira, 27 de agosto de 2010

O sentimento de ultimamente

Minha mente brilhou e minhas mãos pediram o papel e a caneta. Esse foi o último sentimento que tive depois de querer me desenhar na escuridão de meu quarto, com minha expressão tão triste. Com os olhos profundos e intensos de pura tristeza. Depois também de me sentir vaga, como se minha cama onde eu estava sentada tivesse sumido; eu flutuando. Ah, também tive aquela vontade louca de ir para a chuva e chorar. Aliás, meus olhos parecem aquelas nuvens que ameaçam chover a qualquer momento e quando menos se espera, derramam suas gotas d'água. No caso dos meus olhos, derramam lágrimas de desespero, angústia, alívio, desabafo e amor idiota.
É aquilo de novo. Eu não queria que fosse, mas é. É aquilo e mais a sensação de ter me perdido no meu próprio mundo. Naquele mundo que eu inventei e invento todo dia, sabe? Tô perdida nele. Isso é o mais confuso de tudo! Argh! E minha mente não pára! Pessoas, gestos, sentimentos, teus gestos, teus olhares, você, invenções, delírios, eu... Minha mente continua a criar ilusões para alimentar o meu mundinho medíocre criado. E aí, é como se eu estivesse querendo me segurar em algo pra sair desse mundo, como se eu tivesse tentando pegar um sabonete molhado. O sabonete desliza da sua mão e você nunca consegue o pegar definitivamente, por mais que o pegue, ele vai cair de novo, em instantes. Para piorar, é como se eu estivesse bêbada tentando agarrar um sabonete molhado! A solução seria, pelo menos, ficar sóbria.
Talvez seja um momento, eu sei, talvez seja o tempo chuvoso que chateia a mente e aguça os sentimentos ruins ou, talvez seja simplesmente a tristeza que tenha marcado o dia de hoje para me visitar... Esqueci de olhar na agenda.

2 comentários:

Vitor Bustamante disse...

Entendo-te, menina... Gostei da imagem do sabonete.

Maria Eduarda disse...

escrito com todo o sentimento ç.ç
ficou maravilhoso, cheio de metáforas e tudo mais.. viu, faça isso mesmo, escreva quando estiver nesses dias. amei